Queda na demanda por crédito em 2025: O que isso significa para o seu bolso?
Em junho de 2025, a demanda por crédito no Brasil caiu 14,11% em comparação com o mês anterior.
Isso quer dizer que, com a alta dos juros e a instabilidade econômica, muitos brasileiros, especialmente nas classes C e D, estão mais cautelosos na hora de pedir dinheiro emprestado.
Mas o que isso significa de verdade para o seu bolso? Vamos entender o impacto dessa queda na sua vida financeira e o que está acontecendo com o mercado.
O que está acontecendo com o crédito no Brasil?
Em junho de 2025, o Brasil registrou uma queda significativa de 14,11% na demanda por crédito, comparado ao mês anterior, conforme dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).
A queda na demanda por crédito mostra que as pessoas estão mais receosas de pegar empréstimos e se endividar.
Afinal, com os preços subindo e o custo de vida mais alto, o dinheiro no bolso está mais curto.
Isso significa que muitas pessoas estão tendo dificuldades em pagar dívidas antigas e, por isso, evitam assumir novas.
Esse fenômeno tem algumas explicações:
- Taxa de Juros Alta: A taxa básica de juros (Selic) está em 15% ao ano, o que torna o crédito muito mais caro. Isso afeta principalmente quem precisa de empréstimos pessoais e cartões de crédito.
- Inadimplência Crescendo: Mais de 35% das pessoas estão com dívidas em atraso, o que dificulta ainda mais o acesso ao crédito. As instituições financeiras ficam com medo de emprestar dinheiro para quem já está com o nome sujo, e muitas vezes não oferecem mais crédito.
Impactos para as classes C e D
O efeito dessa queda na demanda por crédito é ainda mais profundo para quem vive com o orçamento apertado, como é o caso das famílias das classes C e D.
Essas são as pessoas que mais sentem a alta do custo de vida e o endividamento crescente.
Para quem não tem um bom histórico de crédito, fica ainda mais difícil conseguir aquele empréstimo pessoal ou aumento de limite no cartão de crédito.
As taxas de juros são altas e o risco de não pagar é grande, o que faz os bancos ficarem mais cautelosos.
Felizmente, o governo e as instituições financeiras têm criado programas, como o Desenrola Brasil, para ajudar as famílias a renegociar suas dívidas com condições melhores.
Contudo, ainda é necessário fazer um planejamento financeiro para não cair em mais dívidas.
O que fazer em meio a esse cenário?
Com o mercado de crédito mais apertado, é importante estar atento às suas finanças. Aqui vão algumas dicas:
- Evite novas dívidas: com as taxas de juros altas, pegar crédito agora pode sair caro. Evite contrair novos empréstimos se não for essencial.
- Renegocie suas dívidas: se você tem dívidas no cartão de crédito ou empréstimos pessoais, tente renegociar com o banco para conseguir parcelamentos mais baratos. Muitos bancos estão oferecendo facilidades, mas é preciso estar atento às condições.
- Faça um planejamento financeiro: organize suas contas e corte gastos desnecessários. Isso ajuda a evitar novos problemas financeiros no futuro.
O impacto no mercado brasileiro
A queda na demanda por crédito também reflete um cenário de cautela no mercado. Ou seja, as pessoas estão com medo de gastar ou de se comprometer com novos pagamentos. Isso afeta diretamente os comércios e serviços, que dependem do consumo para manter suas atividades.
Com menos gente comprando no crédito, o mercado tem que se adaptar. As empresas podem reduzir ofertas de crédito, o que pode afetar a economia de uma maneira mais ampla, principalmente em setores como varejo, automóveis e imóveis.
Já o governo pode criar novos programas ou facilitar o acesso ao crédito para ajudar as classes mais baixas a superarem essa fase difícil.
Em resumo, a queda na demanda por crédito em 2025 mostra que as pessoas estão mais cautelosas com as finanças, especialmente as classes C e D, que sentem mais os efeitos da alta dos juros e do custo de vida.
Para não cair em armadilhas, é essencial ter controle financeiro, evitar dívidas desnecessárias e buscar alternativas como renegociar dívidas ou aproveitar programas de apoio como o Desenrola Brasil.
Fique atento às mudanças e, acima de tudo, cuide do seu bolso!
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